O Coach e seus critérios para a constituição de equipes de alta performance.

28/01/2018

O Coach e seus critérios para a constituição de equipes de alta performance.

Em seu livro Os 5 Desafios das Equipes, Patrick Lencioni criou um modelo que ressalta as armadilhas para as equipes que estão dispostas como camadas de uma pirâmide, chamando-as  de “as cinco disfunções do trabalho em equipe”.  A base da pirâmide é a Falta de Confiança, que ele entende como sendo a ausência de vontade de se mostrar vulnerável dentro do time. Um grupo onde os membros não se sentem confortáveis em externalizar seus erros e fraquezas não consegue produzir a base de confiança necessária para a formação de uma equipe de alta performance. A pirâmide se estrutura com mais quatro “disfunções”: Medo de Conflitos, Falta de Comprometimento, Abstenção na Responsabilização dos Outros e Falta de Foco no Resultado. Gostaria de concentrar este artigo no alicerce de todo o modelo: a Confiança.

Concordo plenamente com Lencione ao imputar ao Líder a responsabilidade de ser o ponto de partida para a formação da equipe. A título exemplificativo, pense na seleção brasileira de futebol com o grande número de craques que sempre tivemos atuando dentro e fora do país. Por que este fator nem sempre é suficiente para um time vencedor? O mesmo raciocínio se aplica a uma orquestra onde todos são instrumentistas de primeira linha. Por que às vezes o concerto não tem um resultado sólido? O técnico não entra em campo e nem o maestro toca um instrumento no teatro, mas são eles que observam cada componente do seu grupo e extraem o que há de melhor em cada indivíduo para que o resultado seja o mais satisfatório possível de acordo com o que se propõe. Não há porque ser diferente nas corporações.

É possível encontrar casos de sucesso de líderes que são fortemente comunicativos, alguns do tipo “mão na massa”, dos bons condutores de projeto ou ainda daqueles que conhecem profundamente seu assunto, mas invariavelmente seu eficiente desempenho se conecta à capacidade de formar equipes preparadas e principalmente engajadas. Neste momento se faz necessário o papel do Coach que nunca é de um orientador, mas sim de um facilitador para que este Líder consiga ganhar a confiança de seu time e, desta forma, montar um grupo coeso e focado. Os demais membros certamente serão beneficiados se participarem de processos de Coaching, entendendo mais corretamente o que os impulsiona e traçando ações para seu desenvolvimento o que contribuirá para o sucesso da equipe em um segundo momento, no entanto, assim como o técnico de futebol ou o maestro, a meu ver, o Líder e a sua atuação são a chave do processo.

A realidade não é tão simples assim. Os sistemas de uma empresa são complexos e dificilmente dependem de um único Líder, existindo usualmente o Conselho de Administração, o Conselho Consultivo, os Vice-Presidentes, os Diretores, os Superintendentes, e assim por diante. Cada grupo costuma ter suas metas, sua forma de trabalhar na busca de seus resultados baseados nos valores e na missão. Por mais que uma equipe seja unida, haverá grande perda de energia e, consequentemente, prejuízo no resultado final se houver desconfiança entre áreas distintas. É inegável a importância do Coaching em todos os níveis de liderança, buscando não só o mais adequado dentro de seu próprio time, mas também na relação com todos os demais setores.

Seguindo os passos de Lencione, apoiados na Confiança os times conseguem seguir o caminho para a alta performance, perdendo o medo dos conflitos e comprometendo-se com o resultado.

Não creio que um Coach, por melhor que seja, logre mudar uma corporação. Quem tem este poder é o Líder. O Coach, por sua vez, atua para que este Líder tome posse de suas habilidades e qualidades para transformar seus colaboradores em uma equipe engajada e envolvida com a qualidade do trabalho final e com os meios para chegar até ele.

(Roberto Rotenberg, 2018)

Roberto Rotenberg é Coach Corporativo e de Carreira, Mediador Organizacional, Consultor e Líder Facilitador. Quer entrar em contato com o Roberto? Clique aqui.

Curadoria de Conteúdo: Ana Paula P. Candeloro

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