Compliance

Em sua definição, Compliance significa estar em conformidade com exigências regulatórias, normas e políticas. Nas empresas, certamente o Compliance transcende todas estas atividades. Ele é o guardião dos maiores ativos da instituição: sua imagem e sua reputação.

Como um “ente” que levita sobre a instituição e permeia todos os seus departamentos, implica diretamente a longevidade da organização, tendo em vista que compreende ferramentas fundamentais para a criação de um ambiente corporativo confiável, fortalecendo seus aspectos tangíveis e intangíveis. Devido à sua importância, o Compliance tem assumido papel de destaque na estruturação da Governança Corporativa das organizações.

Na prática, esse conjunto de regras, normas e políticas internas tem o objetivo de prevenir que a instituição sofra os menores impactos possíveis no caixa por conta de pagamento de multas, cumprimento de sanções regulatórias e autorregulatórias, processos judiciais e administrativos. Não se trata de garantir blindagem, mas de tomar medidas que permitam gerenciar os riscos e minimizar os danos.

O sistema de Compliance deve ser visto, portanto, como um facilitador para atingir as boas práticas e a maior proteção à empresa.

 

O cisne negro

As abordagens tradicionais de avaliação e gerenciamento de riscos fazem raciocinar sobre potenciais e prováveis desvios de conduta ou materialização de adversidades, obrigando a refletir sobre sua probabilidade de ocorrência, a gravidade do dano eventualmente ocasionado, a adoção de instrumentos que possam prevenir ou reduzir o impacto das consequências (incluindo estimativa de custos envolvidos nesses processos), e ainda desenhar estratégias para mitigar qualquer efeito negativo sobre o negócio da empresa.

Uma obra publicada em 2007 pelo pesquisador libanês Nassim Taleb jogou uma nova luz sobre o tema. O livro “Black Swan” (Lógica do Cisne Negro, em sua edição em português) provocou uma revolução na forma de analisar os riscos. Ele desafia a pensar sobre o inimaginável e construir habilidades que garantam, se não a sobrevivência da empresa, ao menos o vigor de reações tempestivas e adequadas.

Em tempo: o termo “cisne negro” é utilizado para referir eventos cuja probabilidade de ocorrência é muito baixa, porém com efeitos altamente impactantes ou catastróficos e, desta forma, considerado difícil de ser previsto ou prevenido. A alusão a esta ave e sua relação com o título do livro se devem ao fato de que, até 1697, cientistas acreditavam que apenas cisnes brancos existissem, quando então um espécime negro foi descoberto na Austrália, causando grande surpresa.

Apesar de todo o progresso em diversas áreas do conhecimento e da tecnologia, o futuro é cada vez mais imprevisível; não somos capazes de antever o que é incerto e não logramos ter uma dimensão da nossa fragilidade frente a eventos adversos ou mesmo das mudanças a que estaremos sujeitos face a um acontecimento futuro e duvidoso prejudicial ao negócio da empresa.

Taleb acredita que somos presunçosos em crer na nossa capacidade de prevenir. E mais pretensiosos ainda em acreditar que havia informação suficiente disponível, mas que não foi levada em atenção no programa de gerenciamento de riscos.

Desta forma, fica fácil cair na armadilha de que o fato poderia ter sido evitado.

Nesse contexto, o maior desafio é encontrar soluções criativas que tornem mais robusto o sistema de Governança Corporativa e o programa de Compliance nele inserido.

Fonte: artigo de Ana Paula Candeloro

 

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