Governança Corporativa

Governança Corporativa é o sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, e envolve os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas.

As boas práticas de Governança Corporativa convertem princípios básicos em recomendações objetivas, tendo em vista o alinhamento que preserva e aperfeiçoa o valor econômico de longo prazo da organização. Um bom sistema de Governança facilita o acesso a recursos e contribui para a qualidade da gestão da organização, sua longevidade e o bem comum.

 

Princípios básicos

Transparência – Consiste no desejo de tornar disponível para as partes as informações que sejam de seu interesse, não apenas aquelas impostas por disposições de leis ou regulamentos. Além do desempenho econômico-financeiro, deve contemplar também os demais fatores (inclusive intangíveis) que norteiam a ação gerencial e que condizem com a preservação e o enriquecimento do valor da organização.

Equidade – É caracterizada pelo tratamento justo e isonômico de todos os sócios e demais partes interessadas (stakeholders), levando em consideração seus direitos, deveres, necessidades, interesses e expectativas.

Prestação de Contas (accountability) – Os agentes de Governança devem prestar contas de sua atuação de modo claro, conciso, compreensível e tempestivo, assumindo integralmente as consequências de seus atos e omissões. Tal postura permite que atuem com diligência e responsabilidade no âmbito dos seus papéis.

Responsabilidade Corporativa – Os agentes de Governança devem zelar pela viabilidade econômico-financeira das organizações, reduzir as externalidades negativas de seus negócios e suas operações e aumentar as positivas, levando em consideração, os diversos capitais de sua empresa – a exemplo de financeiro, manufaturado, intelectual, humano, social, ambiental e reputacional – no curto, médio e longo prazos.

 

Origem

No século 20, a economia de diferentes países foi marcada pela integração aos dinamismos do comércio internacional, assim como pela expansão das transações financeiras em escala global. Neste contexto, as companhias foram objeto de sensíveis transformações, uma vez que o acentuado ritmo de crescimento das atividades promoveu uma adaptação das estruturas de controle, decorrente da separação entre a propriedade e a gestão empresarial. A origem dos debates sobre Governança Corporativa remete a conflitos inerentes à propriedade dispersa e à divergência entre os interesses dos sócios, executivos e o melhor interesse da empresa.

A vertente mais aceita indica que a Governança Corporativa surgiu para superar o “conflito de agência” clássico. Nesta situação, o proprietário (acionista) delega a um agente especializado (administrador) o poder de decisão sobre a empresa (nos termos da lei), situação em que podem surgir diferenças no entendimento de cada um dos grupos daquilo que consideram ser o melhor para a empresa e que as práticas de Governança Corporativa buscam superar. Este tipo de discordância é mais comum em sociedades como os Estados Unidos e a Inglaterra, nas quais a propriedade das companhias é mais pulverizada.

No Brasil, onde a propriedade concentrada predomina, os conflitos se intensificam na medida em que a empresa cresce e novos sócios, sejam investidores ou herdeiros, passam a fazer parte da sociedade. Neste cenário, a Governança também busca equacionar as questões em benefício da empresa.

A preocupação da Governança Corporativa é, portanto, criar um conjunto eficiente de mecanismos, tanto de incentivos quanto de monitoramento, a fim de assegurar que o comportamento dos administradores esteja sempre alinhado com o melhor interesse da empresa.

Fonte: Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC)

Para saber mais, acesse o site do IBGC.

O Instituto Yiesia acredita no poder da transformação por meio do conhecimento que leva ao exercício da liderança.

+55 (11) 5571-0559

+55 (11) 3078-4285

yiesia@yiesia.com.br

Produtos e
Serviços